O encontro – Parte 2


Eu apaguei naquela noite, minha cabeça estava a ponto de explodir, seja la como foi o tombo que levei, deve ter sido grande, e eu sei que deveria estar morrendo de mdo por estar na casa de um estranho, mais de alguma forma eu confiava mais nesse estranho do que em qualquer um dos meus amigos.

Na manha seguinte quando acordei, me levantei e fui até a cozinha, ele estava fazendo café, tinha uma mesa linda preparada, ele olhou para mim e disse:

-Bom dia, como dormiu esta noite?

– Olha tirando a dor de cabeça horrivel, dormi muito bem.

– Mais a dor passou? Porque se não passou posso te levar ao hospital.

– Calma, eu vou sobreviver, prometo. Levantou cedo hoje?

– Só achei que você merecia o melhor.

– Acho engraçado, você fala como se me conhecesse a muito tempo, ou como se estivesse esperando esse momento a vida toda.

– Talvez seja porque eu esperei isso pela vida toda.

– Alguma explicação sobre essa afirmação?

– Estive te obeservando pela vida toda, esperando que você um dia falasse comigo, vi cada uma das suas decepções, cada cara que quebrou seu coração, só estava esperando uma chance para te ajudar.

– Tudo bem, agora eu admito que estou começando a ficar com medo.

– Calma, eu não sou nenhum louco não, apenas alguém que te amou pela vida toda, mais que sempre respeitou suas decisões e escolhas e vai continuar assim,  se estiver com medo de ficar aqui, tem toda a liberdade de abrir a porta e sair.

– Não tudo bem, agora, bem, eu preciso saber mais sobre você, afinal de contas você é meu herói agora – Ele abriu um enorme sorriso, como se estivesse stisfeito por fibalmente porder me salvar.

– Eu só quero um chance de te mostrar o quanto gosto de você, esperei tanto tempo para isso, mais as portas estão abertas a qualquer momento pode abri-las e se ir, pois sntimentos não podem ser forçados, assim como amizades, a sempre uma escolha.

Passamos umas duas horas sentados a mesa, conversando sobre tudo, resolvi não perguntar de onde ele me conhecia, não queria estragar o mento, ele era a pessoa mais doce que eu já tinha conhecido, me tratou como uma princesa o tempo todo, apenas conversamos nada mais, porém nunca senti algo tão bonito, como o que ele me fez sentir naqueles minutos.

Depois de terminar o café fomos ao parque como era perto da casa dele, fomos a pé, caminhamos, e rimos muitos, alusn colegas de faculdade passaram e nos viram, pareciam espantados, em certa hora eu quis saber o nome dele:

– POr favor, pode me dizer o seu nome, eu estou a horas conversando com você e nem sei como devo chamá-lo.

– Ok, Mary, posso te chamar assim?

– É você me conhece mesmo, claro que pode.

– Meu nome é Lian.

– Lian, nome diferente, amo esses nomes de outras nacionalidades, soam diferentes, você meio que fica diferente.

– É, isso é bom, e também ruim, mais se você gosta então com certaza é muito mais positivo do que negativo.

– Você me deixa sem jeito.

– Me desculpe, não era essa a intenção.

– Sem problemas, mais me conta de onde você me conhece? Eu não sou das mais populares por aqui.

– Acho que é justamente por isso que me encantei por você, te conheço desde a adolescencia, nunca estudamos na mesma sala, e eu sempre fui muito convencido, sempre me achei o “popular” e de fato sempre fui – Ele tirou uma foto da carteira, era um pouco diferente da sua aparencia atual, era quem eu imaginava, lembro-me da ultimo discurso que ele fez na faculdade.

– Porque nunca disse que gostava de mim?

– Sempre achei que eu não era o suficiente pra você, eu era muito arrogante, magoei muitas pessoas, nunca admitia meus erros, me escondi para não te magoar, por dentro eu era diferente, mais o fato de ser popular me despertava sentimentos ruins, eu sempre precisava ser o melhor, e não importava o que precisasse fazer para isso.

-Não consigo te imaginar assim, parece ser tão doce com as pessoas.

– Não me entenda errado, eu sempre fui uma pessoa boa, só que tenho uma facilidade imensa de mogoar quem eu amo, e isso me deixa triste. Eu era o tipo de cara que não estava nem ai com os outros, muitas vezes magoei garotas, iludindo-as, prometendo o que de fato nunca tive a intenção de cumprir, hoje vejo o quanto tudo isso é asqueroso.

– O importante é o que você é agora, pelo menos a mim, parece estar arrependido de seu passado, mais ainda não entendo como mudou tanto de aparencia?

– Um acidente, cai da moto em alta velocidade, machuquei todo o rosto, não vai ficar assim, mais o processo é demorado, depois que os ferimentos cicatrizaram comecei a fazer os tratamentos para que a pele voltasse ao normal, só vou voltar a ter uma aperencia parecida com a da foto que te mostrei, em uns quatro anos.

– E os cabelos?

– Tive que raspar por conta do acidente, depois resolvi manter, para ver a reação das pessoas.

– Eo que elas acharam?

– Não sei, não falaram mais comigo, eu tinha uma namorada que simplesmente me ligou dizendo que não podia andar por ai com alguém com a minha aparencia, isso estragaria a reputação dela.

– Meu Deus, como alguém pode fazer isso? Sabe é isso que me irrita nas pessoas,tratam os outros  como se fossem objetos, quando ja usaram o bastante jogam fora.

– Lembra como eu era popular na faculdade?

– Sim, mais pra dizer a verdade só te vi naquele discurso para as eleições do gremi estudantil.

– Pois é, despois do acidente, me deixaram excluido na sala, na primeira semana todos me cercaram com olhar de pena, com o tempo , quando perceberam que minha aparencia não ia voltar a ser a mesma, me deixaram de lado, meus melhores amigos disseram que eu nunca mais poderia andar com eles, na mesma semana tranquei a faculdade.

– Acho que não deveria se preocupar com os outros, deveria terminar seus estudos, pelo que falavam nos corredores, você era um dos mais talentosos do curso.

– Sim, mais precisava desse tempo longe de tudo, para aprender a lidar com esse novo eu.

– Te compreendo,mais agora vamos mudar de assunto, vamos falar de coisas boas.

– Como o que?

– Vem comigo.

Peguei Lian pela mão e o levei para um lugar o parque onde eu costumava passar muito tempo, uma pequena fonte que ficava mais afastada, sempre era possivel ouvir os passaros cantarem ali, e a melhor parte, sentados ali perto da fonte, podiamos ter uma visão previlegiada da orquestra que se apresentava todos os sábados.

A orquestra apresentava uma linda canção, solo de violinos, alguma composição de Vivaldi que eu não consigo me recordar, fechei os meus olhos, como se estivesse sentido cada nota, eu sempre gosteide fazer isso, era como se dessa maneira conseguisse entender o que o compositor queria dizer com a canção. Senti que Lian estava a me oberservar, abri os olhos e falei:

– O que oberva tanto?

– Sei jeito, como senti as coisas – fiquei sem jeito, mais estremamente feliz por ele notar esses pequenos detalhes.

– Devia tentar, vai ver como é bom – Passei as mãos sobre os olhos dele, fechando-os.

– Sinta, escuta como como as notas estão suaves agora? É como se ele estivesse querendo mostrar um momento bom, talvez ate magico. E agora ele aumenta o ritmo, como se as batidas do coração dele aumentassem, sinta o coração está quase a lhe sair pela boa, algo importante estava acontecendo no momento em que ele compos esse arranjo.

Nesse momento meu coração de fato acelerou, tirei as mãos do rosto de Lian, peguei em sua mãos, senti que o coração dele também acelerou, podia sentir o sanque passando rapido pelas veias de seus punhos, olhei nos olhos dele, ele nos meus, ficamos nos oberservando por algum instantes, Lian chegou mais perto para me dar um beijo, retrocedi.

– Cedo demais pra isso- fale olhando nos olhos dele.

– Me desculpe, eu não queria, é só que, eu acho que espero isso a tanto tempo.

– Se esperou tanto, acho que pode ter um pouco mais de paciencia.

– Tudo bem, eu concordo com você. – Soltei a mão dele, e voltamos a escutar a orquestra.

Aquela foi uma das melhores tardes da minha vida, nunca tinha me sentido tão feliz, conversamos o tempo todos se estivessemos juntos pela vida toda, cada palavra que falavamos era ouvida com a maior atenção do mundo, nenhum sorriso passava desapercebido, como era possível nunca termos conversado antes? O modo como ele descrevai que era antes do acidente me assustava um pouco, como era possível alguém mudar tanto, ele podia estar finjindo só para se aproximar, mais isso eu só poderia descobrir com o tempo.

Voltamos caminhando  para casa, eu não morava muito longe da casa dele, como um perfeito cavalheiro me acompanhou ate a porta do meu apartamento.

– Mary, obrigado pelo dia maravilhoso, não sabe o quanto foi importante para mim. – ele disse isso com olhar de ternura, realmente acreditei em cada palavra que ele falou

– Eu também gostei muito de passar o dia com você.

– Eu preciso te falar uma coisa, realmente preciso que saiba disso.

– Pode falar – comecei a pensar em um monte de coisas, o que afinal de contas ele teria pra falar depois de um dia inteiro comigo.

continua ————————————————————

Anúncios
Esta publicação foi escrita por jessyguson e publicada em 24 de maio de 2011 às 14:10. Está arquivada em Textos. Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: